A formadora Mariana Basto partilhou connosco algumas ideias de decorações natalícias! Inspire-se e decore a sua casa para o natal!
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Concursos 2020 do programa Cidadãos Ativ@s já abertos e a decorrer até 4 de Dezembro de 2020.
Os projetos apoiados no âmbito deste concurso podem abranger as seguintes atividades:
Elegibilidade geográfica
Os projetos podem ser de âmbito nacional ou regional/local.
Taxa de comparticipação do Programa e contrapartida do promotor e parceiros
O Programa Cidadãos Ativ@s pode financiar os projetos à taxa máxima de 90% das respetivas despesas elegíveis, mas o promotor e entidades parceiras deverão assegurar o financiamento remanescente (bem como a totalidade das despesas consideradas não elegíveis do projeto)
Condições de elegibilidade
No contexto deste concurso, é obrigatório que os projetos sejam implementados através de parcerias. As entidades parceiras devem cumprir as condições gerais de elegibilidade do Programa, conforme o disposto nos Artigos 9.º e 12.º do Regulamento.
Dimensão e duração dos projetos
Os projetos no âmbito deste concurso devem ter um custo total apoiável superior a 30.000€ e igual ou inferior a 120.000€ sendo os seus custos elegíveis cofinanciados pelo Programa à taxa máxima de 90%.
A duração máxima dos grandes projetos a selecionar é de 30 meses, com data de início prevista entre março e maio de 2021.
Prazo de apresentação
As candidaturas encerram no dia 4 Dezembro 2020 às 12:00 (hora de Portugal Continental).
O programa Adaptar Social + foi criado pelo Programa de Estabilização Económica (PEES) no âmbito da prevenção e combate à doença COVID-19 e que visa a promoção de medidas que reforçam o apoio às respostas sociais.
Este programa tem como objetivo a criação de um sistema de incentivos para atenuar os custos adicionais para a melhoria das condições de funcionamento das respostas sociais. Este apoio abrange despesas com aquisição de equipamentos de proteção individual para trabalhadores e utentes, equipamentos de higienização, contratos de desinfeção, custos com formação de trabalhadores, restruturação dos locais de trabalho e alterações à disposição dos equipamentos das respostas sociais.
As despesas elegíveis, para preencher as necessidades por um período máximo de seis meses, realizadas a partir de 19 de março de 2020 até 31 de dezembro de 2020 são:
Do mesmo modo são elegíveis despesas resultantes de ações de formação profissional para os trabalhadores das respostas sociais, no âmbito de projetos apresentados pelas entidades representativas do setor social e solidário e do setor lucrativo.
As candidaturas a estes apoios decorrem de 17 de agosto de 2020 até 30 de setembro de 2020.
Saiba mais aqui.
A importância da resolução de conflitos positiva e construtiva
Do ponto de vista do senso comum, o conflito é considerado uma ocorrência negativa, que deve ser evitada, por causar desequilíbrios nas pessoas, nos grupos e nas organizações. Contudo, e por outro lado, há quem defenda que o conflito pode ser útil e ter resultados positivos, sendo um fator de motivação e de desenvolvimento de competências relacionais, como por exemplo, a comunicação, a tolerância, a empatia, a escuta ativa, a assertividade e a criatividade. Assim, o conflito é encarado como uma ocorrência natural e normal, que resulta necessariamente das interações que se estabelecem, no dia a dia, entre pessoas, pessoas essas, de culturas diferentes, com conhecimentos, experiências, valores, crenças, estatutos, interesses e objetivos diferentes. O conflito, em si, não é positivo nem negativo – tudo depende da forma como é enfrentado e resolvido. Quando é bem resolvido, permite identificar e ultrapassar problemas latentes, libertar as tensões, melhorar a comunicação entre as pessoas, aumentar a autoestima e a motivação, proporcionando alegria, bem-estar e a produtividade aumenta. Portanto, a atribuição de significados ao conflito depende do modo personalizado e individualizado como é enfrentado e resolvido pelos envolvidos.
A resolução de conflitos positiva e construtiva centra-se na ideia de que o conflito tem um valor positivo, que nos pode ajudar a aprender novas e melhores formas para responder aos problemas, construir mais e melhores amizades ou aprender mais sobre nós próprios e os outros. As pessoas que aprendem a expressar os conflitos positivamente, vão desenvolver competências de cooperação e de tolerância. Esta abordagem implica comunicar com os outros mais afetivamente, expressar-se mais claramente, ouvir os outros mais abertamente, pensar mais criativamente, entendendo que a empatia é a ferramenta mais poderosa para a construção da convivência pacífica e inclusiva.
A resolução depende do modo como as partes envolvidas percecionam o conflito, os interesses e as necessidades de cada parte e da sua capacidade em encontrar uma solução comum e satisfatória para cada uma delas. Naturalmente, a capacidade de comunicação, a escuta ativa e a assertividade são competências essenciais em todo o processo.
Existem vários processos de resolução de conflitos com diferentes resultados e implicações na relação dos intervenientes:
O respeito e o diálogo são dois fatores indissociáveis na convivência e na resolução de problemas. Sem diálogo não há respeito e se falta o respeito, a convivência torna-se difícil ou, pelo menos, transforma-se num tipo de convivência violenta e não democrática. Assim, o diálogo aparece como um contributo significativo para a melhoria das relações humanas. Nas organizações em que é utilizado como estratégia de resolução de conflitos, uma abordagem positiva e construtiva, a incidência dos conflitos diminui e a sua resolução é facilitada. Ou seja, o conflito pode ser fator de progresso, para os indivíduos, para os grupos e para as organizações.
Resumindo, devemos:
Psicóloga, mediadora escolar e familiar com mais de 13 anos de experiência na área da educação. Concilia na sua atividade as diferentes áreas de especialização, no sentido da criação de condições para a promoção de aprendizagens formais e informais de estratégias de autonomia, de desenvolvimento e de crescimento nas formas de pensar, ser e agir dos diversos intervenientes (crianças e jovens, famílias e docentes).
É doutorada em psicologia e licenciada e mestre (pré-Bolonha) em Psicologia pela Universidade do Porto. É membro efetivo da Ordem dos Psicólogos, sendo reconhecida pela mesma como Especialista em Psicologia da Educação e Psicologia Clínica e da Saúde. Pós-graduada em Psicologia nos Centros de Saúde e em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar. Possui certificações internacionais em Kids e Teen Coaching e em Educação Emocional, tendo também formação de Profiler – Analista de Mapeamento de Perfil Comportamental. Tem atuado igualmente na área da formação e educação parental, estando certificada para o desenvolvimento de programas de educação parental nacionais e internacionais.
Atua desde 2006 em contexto escolar e formativo. É coordenadora e mentora do projeto de mediação escolar “Mediação de Conflitos – Por uma nova Cultura de Convivência”. É mediadora de conflitos certificada pelos critérios do Qualifying Assessment Program do International Mediation Institute na área familiar e escolar, tendo uma ampla experiência e formação nestas áreas. Está inscrita na lista de Mediadores de Conflitos Privados da Direção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça e é orientadora e supervisora de estágios em mediação de conflitos e em psicologia. Enquanto formadora, certificada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua e pela Direção Geral da Administração Escolar, tem lecionado diversas formações para docentes e outros públicos-alvo no âmbito da psicologia, das competências relacionais, da gestão e mediação de conflitos. Colaborou com a rubrica “Por uma nova cultura de convivência” no blog de educação ComRegras. Autora do livro “Educação para a Convivência na Escola”.

Reescrever o futuro com COVID 19, a necessidade de um planeamento integrado, individual e coletivo, pensado no bem comum
Um país que até há bem pouco tempo começava a deixar de falar de défice público e de aumentos de carga fiscal para debater as melhores estratégias com vista a um futuro promissor de crescimento sustentável com rácios positivos e uma taxa de desemprego de 6,5 em 2019 (INE), vê-se agora estrangulado com os efeitos devastadores de uma pandemia, Covid-19, que ninguém conseguiu prever e que veio para ficar.
Desde março que as instituições, as empresas, os serviços públicos e a população se uniram nesta “guerra mundial”, um esforço coletivo de trabalho árduo e de muitos sacríficos que em Portugal mostrou ter bons resultados mas que agora terá que continuar para se não voltar a um estado de emergência.
As gerações atuais não estavam preparadas ou sequer imaginavam que uma ameaça destas seria possível de acontecer. Nem as empresas mais líderes conseguiram antecipar tal cenário. Alguém imaginava ver-se obrigado a estar fechado em casa sem poder sair, exceto para aquisição de bens alimentares ou por questões de saúde, a ter de proteger-se, a si e aos seus, a não poder ir trabalhar, olhar fixamente a televisão para ouvir os anúncios públicos do governo e da presidência da república, desesperar pelas estatísticas que se adivinhavam pouco animadoras. Não, ninguém imaginava! Até porque historicamente ouvimos algumas vezes falar de pandemias mas era raro esse tema ser abordado nas nossas relações diárias, sociais ou familiares. Nunca lhe demos muita importância!
Em março, estávamos em cenário de guerra e fomos aprendendo a lidar com a situação da melhor forma possível, superando os vários desafios que se iam colocando como a conciliação do teletrabalho com a gestão da vida familiar, a necessidade de fazer compras cumprindo as regras de confinamento, o desgaste emocional e cansaço, a pressão do contexto, o aumento de custos, o acompanhamento da vida escolar dos filhos, a necessidade de dotar as residências com as melhores condições de comunicação com o exterior quando muitas vezes nem conseguíamos comunicar no interior, a preocupação com os amigos e familiares com quem não conseguíamos estar, a gestão da saúde e segurança, entre muitos outros.
Tantas mudanças! Reagiu-se rápido: ultrapassaram-se medos, mudaram-se processos e procedimentos, remodelaram-se espaços, investiu-se em novas valências, trabalharam-se novas competências, fizeram-se formações, assumiram-se compromissos, apostou-se fortemente na tecnologia e comunicação móvel, criaram-se novas metas, exigências e responsabilidades, mudaram-se planos.
Algumas das soluções encontradas vão certamente manter-se no futuro e serão integradas nos processos futuros como serão os casos do ensino e trabalho à distância. Hoje, 12 de julho de 2020, os números da Pandemia continuam a aumentar e a página oficial em Portugal anuncia: 30 907 recuperados; 46 512 confirmados, 405 110 suspeitos, 1 638 a aguardar resultados e 1 660 óbitos. Pois é, esta pandemia veio para ficar e a população tem que reescrever o seu futuro com COVID 19 para conseguir sobreviver e ter condições de saúde, sociais e económicas. Nunca o planeamento fez tanto sentido, seja ele estratégico ou operacional.
Independentemente da área, na componente estratégica, mostra-se necessário desenvolver diagnósticos mais aprofundados e sustentados com estudos de mercado que ajudem na definição de um reposicionamento para este contexto de COVID 19 e para um futuro que se pretende mais animador.
O reposicionamento terá que ser pensado em múltiplas dimensões, ao nível das pessoas, da família, das empresas, das instituições, das relações sociais e económicas, da comunicação, da saúde, da segurança, da responsabilidade ambiental, etc.
Que posição é que se quer e pode assumir neste contexto? O foco não deverá ser tomar iniciativas de reação mas sim promover a refleção e partilha de pensamento analítico e científico para se reescrever um futuro mais harmonioso com COVID 19 e com menos medos. A questão é que apesar dos bons resultados tidos com algumas das iniciativas de reação, foram de curta duração, caso os números continuem a aumentar. Será muito difícil lidar com este contexto de vida sem um planeamento prévio e muitos de nós não imagina continuar a produzir no mesmo formato até porque simplesmente não aguenta física ou emocionalmente. No entanto, tem-se consciência que é necessário trabalhar melhor, inovar nas soluções, conquistar mercados, diminuir barreiras e continuar a contribuir para que a nossa economia não se fragilize ainda mais. Agora é o momento para nos dedicarmos a refletir e planear os próximos tempos, um planeamento integrado, individual e coletivo, pensado para o bem comum e solidário.
Mesmo quando se encontrar uma vacina, que se espera para o verão de 2020, tem-se a responsabilidade de preparar as gerações mais novas para outras ameaças desta natureza e seus efeitos negativos, isso requer um trabalho colaborativo e o dever de informação planeado.
Quando a AEDL me fez este convite não imaginava escrever sobre este tema mas sim sobre marketing e/ou turismo, o que seria mais óbvio tendo em conta a minha experiência profissional, no entanto, foi esta a necessidade que senti de partilha e agradeço a oportunidade.
Especialista em Turismo e Lazer pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do IPP; Licenciada em Turismo pelo ISAG, Pós-graduada em Marketing pelo IPAM. Especializações complementares em Macroeconomia, Coaching, Mindfulness, Leadership e Storytelling.
Docente universitária nas áreas do turismo, marketing e eventos na PBS – Porto Business School e no IPCA – Instituto Público do Cávado e Ave
Consultora na empresa MAC Tourism & Marketing.
Diretora e professora do Curso Profissional de Turismo na EPROMAT.
Foi sócia e consultora especialista da EPT-Tourism Engineering nas áreas de planeamento de turismo, público e privado, animação, investimento, comunicação e marketing. Foi Diretora-Geral da Penafiel Activa, EEM.
Formadora certificada.

A formação profissional desenvolve-se essencialmente em duas vertentes: formação financiada e formação não financiada.
Se analisarmos a vertente da formação financiada, verificamos que a obtenção de financiamento está sujeita à apresentação de uma candidatura, habitualmente balizada por critérios de seleção concretos e objetivos, e que permitem ao organismo financiador levar a acabo uma análise isenta e decidir com clareza e imparcialidade quais as candidaturas que preenchem os critérios e que serão, por isso, objeto de financiamento.
Por outro lado, as diretrizes publicadas pelos organismos financiadores, constituem um importante instrumento para a elaboração da candidatura por parte das entidades que se candidatam, ao determinar quais os parâmetros que serão analisados, permitindo assim direcionar o conteúdo da candidatura de forma mais eficaz, aumentando a probabilidade do seu deferimento.
Em traços gerais, existem alguns aspetos que devem ser analisados numa primeira fase do processo de elaboração de candidatura:
Após a definição destes aspetos, importa avançar para a fase de diagnóstico. O diagnóstico poderá ser construído com recurso a instrumentos próprios, estudos e publicações oficiais, bases de dados, entre outros.
Passando à fase de elaboração da candidatura propriamente dita, importa analisar cuidadosamente todos os critérios de seleção a que a candidatura estará sujeita, de forma a garantir o cumprimento integral dos mesmos, obtendo assim a pontuação necessária para a aprovação.
O processo de elaboração de uma candidatura é um processo moroso, que implica estudo e análise de diversos documentos e enquadramento e sistematização de conteúdos. Decorrente deste processo podem ocorrer erros no momento da elaboração da candidatura em termos de conteúdo, que devemos evitar, como por exemplo:
Importa ainda mencionar alguns aspetos que, não estando diretamente relacionados com a estrutura da candidatura e com os diferentes pontos da grelha de seleção, poderão constituir um entrave à sua aprovação:
Por fim, existem ainda outros pontos a considerar, de cariz mais prático e que se prendem com:
O processo de elaboração de uma candidatura implica a conjugação de esforços de uma equipa multidisciplinar, com vista à submissão e aprovação da candidatura apresentada. É importante analisar cuidadosamente todos os documentos que compõem o aviso de abertura e possuir uma visão global do estado da formação profissional a nível nacional, para que a candidatura apesentada constitua uma efetiva mais-valia para o desenvolvimento do plano educativo português.
Licenciada em Psicologia pela Universidade Fernando Pessoa, assume funções enquanto coordenadora pedagógica de projetos de formação.

A IEBA em parceria com a AEDL encontra-se a desenvolver um projeto conjunto de formação-ação (AVISO n.º 08-SI-2019)
Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas;
Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação;
Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas.
Onde são identificadas as necessidades da empresa e é elaborado o plano de ação com os objetivos a alcançar e as medidas de formação e de consultoria a implementar.
Desenvolvida formação à medida na própria empresa, assim como consultoria, exercida em ambiente intraempresa onde o consultor formador deve responder às necessidades da PME
Executada a avaliação intercalar de resultados, para acompanhar e controlar o grau de implementação do plano de ação.
Relatório final com a avaliação dos resultados alcançados.
Acesso a um conjunto de formações e consultoria onde podem ser desenvolvidas vertentes como:
Dimensão da Empresa
Microempresas (até 5 trabalhadores)
Microempresas (5-9 trabalhadores)
Pequenas empresas (10-49 trabalhadores)
Médias empresas (50-249 trabalhadores)
Horas de Formação
75H
75H
80H
100H
Horas de Consultoria
100H
100H
120H
150H
e-mail: carla.sousa@aedl.pt
tlm.: +351 916 209 594

A BE YOU em parceria com a AEDL encontra-se a desenvolver um projeto conjunto de formação-ação (AVISO n.º 12-SI-2019)
Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas;
Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação;
Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas.
Situa os problemas que se colocam à estratégia de desenvolvimento da PME consoante os seus objetivos estratégicos, fazendo um levantamento das suas necessidades.
É elaborado um plano de ação que explicite objetivos claros do ponto de vista da intervenção a prosseguir e as competências a desenvolver para a realização de cada um desses objetivos.
Desenvolvimento de formação e consultoria na própria empresa.
Verificação do grau de cumprimento do plano de ação.
Acesso a um conjunto de formações e consultoria onde podem ser desenvolvidas vertentes como:
Dimensão da Empresa
Microempresas (até 5 trabalhadores)
Pequenas empresas (>= 10 trabalhadores)
Horas de Formação
24H
75H
Horas de Consultoria
36H
50H
e-mail: carla.sousa@aedl.pt
tlm.: +351 916 209 594

No mundo contemporâneo, as questões da comunicação e das relações interpessoais são da maior importância. Em média, o ser humano passa ¾ do seu tempo a comunicar com outras pessoas, podendo afirmar-se que a comunicação humana é uma vertente fundamental no processo das relações interpessoais.
Ao adquirir as regras e normas que regem uma determinada sociedade, o ser humano vai desenvolvendo as suas capacidades de comunicação. Enquanto ser cultural, cada indivíduo apreende da sociedade valores que se transmitem de geração em geração, para melhor se relacionar com os outros.
A palavra “comunicar” provém do latim Comunicare e significa “pôr em comum”. Significa, assim, transmitir uma mensagem entre pessoas que conhecem o significado daquilo que se diz e faz. Significa trocar e partilhar ideias, sentimentos, hábitos, experiências e valores através de sinais verbais, sinais escritos e sinais não verbais.
Por outro lado, a comunicação é o mecanismo através do qual as relações humanas existem e se desenvolvem. A comunicação surgiu como uma necessidade social e, simultaneamente, como uma exigência pessoal para estabelecer a relação com os outros. Comunicar com o outro implica a tomada em conta da sua identidade na interação e as suas reações à alteridade. Os códigos culturais e linguísticos, assim como os rituais de interação, diferem segundo as culturas e sub culturas e, deste modo, o desconhecimento ou não respeito por estas diferenças nos diversos contextos gera problemas comunicacionais e pode reforçar os estereótipos e os preconceitos.
Numa relação comunicativa não se produzem nem se interpretam sinais isoladamente, mas sim conjuntos de sinais que se integram num contexto. Quantas vezes nos queixamos de que entendemos o contrário daquilo que alguém nos pretendia comunicar ou que as palavras que alguém utilizou estavam fora do contexto? A significação é, pois, um problema central da comunicação, na medida em que condiciona a sua eficácia: por um lado, porque a comunicação só será eficaz se a mensagem que o emissor tinha intenção de transmitir for interpretada da mesma forma pelo recetor; e, por outro, porque o significado que é atribuído à mensagem tem expressão na forma como as pessoas reagem à mensagem que é emitida. É fundamental que, no processo de comunicação, tenhamos presente as possíveis significações que os outros possam atribuir ao nosso comportamento. Ter consciência deste fenómeno permite uma maior abertura e disponibilidade para compreender as ideias e pontos de vista dos outros e, ao mesmo tempo, para reformularmos as nossas ideias e representações.
Cada pessoa, que passamos a considerar interlocutor, troca informações baseadas no seu repertório cultural, na sua formação educacional, vivências, emoções, toda a “bagagem” que traz consigo. Cada qual tem o seu repertório cultural exclusivo e, portanto, transmitirá a informação segundo o seu conjunto de particularidades e o recetor agirá da mesma maneira, segundo o seu próprio filtro cultural.
A fim de minimizar estes choques culturais, convencionaram-se ferramentas e meios que passam a ser usados pelas pessoas na comunicação interpessoal (por exemplo a fala, a mímica, os computadores, a escrita, a língua, os telefones e a rádio). A escolha dos meios de comunicação e a utilização das ferramentas disponíveis deve ser observada de modo a facilitar todo o processo com o menor índice de ruídos possível.
Por outro lado, existem atitudes que poderão ser facilitadoras da comunicação, nomeadamente:
a) Autoconhecimento – A imagem que construímos de nós próprios determina, em grande medida, a forma como comunicamos: a iniciativa para comunicar, a clareza na expressão, o risco de abandonar determinadas questões, a compreensão de outros pontos de vista, a crítica e a aceitação da crítica, a discordância com os grupos, a apresentação de dúvidas e a criatividade. Esta imagem que formamos de nós próprios é constantemente criada pelo feedback que nos chega a partir das reações dos outros e do meio aos nossos comportamentos comunicacionais, contribuindo para o esclarecimento, melhoria e crescimento contínuos.
b) Autoestima – Para termos credibilidade diante de um interlocutor, é indispensável termos credibilidade perante nós próprios. Só há troca (e comunicação é troca) se admitimos que podemos contribuir com alguma coisa. Podemos afirmar, pois, que há uma correlação elevada entre estima por si próprio (o grau em que gostamos de nós mesmos) e o estilo de comunicação. As pessoas que possuem um bom nível de autoestima dão normalmente provas de um à-vontade maior nas relações, sabendo ter iniciativa, ser criativas, exprimir com clareza as suas críticas fundamentadas e procurar relações produtivas para todos os intervenientes, não se sentindo postas em causa cada vez que se discorde delas, ou que um seu ponto de vista não suscite a ausência do grupo.
c) Heteroconhecimento – A eficácia do discurso exige o conhecimento do “outro”, o nosso companheiro de interação. Mas o “outro” revela-se apenas se nos envolvermos e escutarmos ativamente. Se assim for, receberemos feedback construtivo do “outro” e fomentaremos a aproximação de quadros de referência e criação e ampliação de um “repertório” comum.
d) Contexto – É pela abordagem do contexto particular – e não a utilização de “Receitas” aplicáveis a todas as circunstâncias – que é possível conseguir resultados satisfatórios para todos, uma vez que essas informações integradas permitem um constante reajustamento da comunicação para que produza os efeitos desejados.
e) Empatia – Por vezes, no nosso dia-a-dia, utilizamos a palavra empatia como um sinónimo de simpatia (ex: “Eu empatizei logo com ele”, isto é, “Eu simpatizei logo com ele”). No entanto, a empatia não se relaciona com a simpatia; podemos empatizar com alguém com quem não simpatizamos. Aliás, este é um dos motivos pelos quais a empatia é tão importante nas relações interpessoais. A empatia é a capacidade para se colocar na “pele” da outra pessoa e identificar e compreender os seus sentimentos. A perspetiva da empatia deriva de um princípio fundamental nas relações interpessoais: “Todas as pessoas têm motivos para agir”. Se reconhecemos sempre motivos para nós termos agido de uma dada forma, os outros também devem beneficiar da mesma premissa, por muito que o seu comportamento nos pareça criticável ou sem sentido. Neste sentido, a empatia é o oposto do juízo de valor: em vez de se julgar o comportamento de alguém com base num traço negativo de personalidade, procura-se compreender o comportamento da pessoa. A empatia é um “ingrediente” fundamental para estabelecermos relações de proximidade e intimidade com alguém, apresentando como principal vantagem o facto de a comunicação se tornar mais clara, pois diminuem as interpretações incorretas dos comportamentos e os conflitos são menos frequentes e melhor resolvidos. A comunicação deverá ser empática, pois só desta forma se criam e expandem “territórios de comunicação” comuns. Não obstante, a atitude empática não significa a perda do espírito crítico, nem implica que se tenha que pensar, sentir ou agir como o outro.
Como nota final relembrar que no ato de comunicar com os outros devemos sempre recordar que
“Não há absolutização da ignorância, nem absolutização do saber. Ninguém sabe tudo, assim como ninguém ignora tudo. O saber começa com a consciência do saber pouco. É sabendo que sabe pouco que uma pessoa se prepara para saber mais. O homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz constantemente o seu saber.”
(Freire, 1975).
Patrícia Ribeiro é licenciada em Psicologia, com Mestrado em Educação e Formação de Adultos e Doutoramento em Ciências da Educação pela Universidade do Porto. É, também, pós-graduada em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar pela Universidade Lusófona do Porto, na qual é colaboradora do Instituto de Mediação. Psicóloga Escolar, Mediadora Escolar e Formadora em diversas áreas.

Primeiros socorros – Auxílio imediato, prestado em caso de emergência a pessoas feridas, antes de atendimento hospitalar.¹
A Wikipédia publica que, de acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, define-se os primeiros socorros como a prestação e assistência médica imediata a uma pessoa ou uma ferida até à chegada de ajuda profissional. (…) Diversas situações podem precisar de primeiros socorros. As situações mais comuns são atendimento de vítimas de acidentes automobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos, catástrofes naturais, acidentes industriais, tiroteios ou atendimento de pessoas que passem mal: apoplexia (ataque cardíaco), ataques epilépticos, convulsões, etc.
Os governos devem ter uma abordagem mais dinâmica, promovendo a educação obrigatória em primeiros socorros, por exemplo, nas escolas ou ao solicitar a carta de condução. Uma abordagem semelhante deve ser adotada no local de trabalho.
Tendo aprendido primeiros socorros, a certificação deve ter um prazo de validade, terminado este as pessoas devem participar de cursos de atualização.
No entanto, uma pesquisa da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho revela que o medo da responsabilidade é uma das principais barreiras que impedem as pessoas de prestar primeiros socorros. O treino também deve preparar as pessoas que já sabem primeiros socorros a saber como lidar com os efeitos traumatizantes decorrentes de um acidente que pode impedi-los de adotar a ação correta.
Investir em formação e educação em primeiros socorros não apenas salva vidas, mas também é rentável. Os primeiros socorros reduzem a gravidade das lesões e, ao mesmo tempo, o alto custo do tratamento médico e as consequências a longo prazo para as pessoas gravemente feridas. Os primeiros socorros também são uma importante ferramenta de prevenção, pois aumentam a consciencialização dos perigos que causam acidentes em casa, no local de trabalho e nas ruas. Torna as comunidades mais conscientes dos perigos que enfrentam, especialmente em áreas propensas a desastres.
A assistência prestada durante os primeiros minutos de um acidente é essencial para os feridos, principalmente para sua futura saúde e qualidade de vida. Uma quantidade considerável de tempo pode passar antes que os técnicos de socorro cheguem, mas ainda pode ser fornecida ajuda. Por exemplo, após um grave acidente de viação, se ninguém aplicar pressão ao ferimento de uma pessoa com sangramento grave para detê-lo, mesmo o serviço de emergência mais rápido e sofisticado do mundo chegará ao local apenas para certificar a morte. Na União Europeia, milhares de vidas podem ser salvas graças a uma intervenção ou diagnósticos mais rápidos. Por outro lado, cuidados insuficientes pós-acidente podem induzir, mesmo onde as vítimas sobrevivem ao acidente, incapacidade e lesões que poderiam ter sido evitadas.
Por que conhecer os primeiros socorros é tão importante?
Um coração humano para de bater dentro de quatro minutos após a respiração parar, a lesão cerebral permanente pode ocorrer dentro de quatro a seis minutos após a respiração parar.
Uma situação de engasgamento pode, rapidamente, evoluir para uma paragem respiratória.
Uma hemorragia arterial ou venosa significativa, se nada for feito, vai evoluir para choque e paragem cardíaca.
Mais de 50% das mortes por acidentes de trânsito ocorrem nos primeiros minutos do acidente.
A identificação de um A.V.C. ou de um enfarte cardíaco é importantíssima, pois o recurso aos serviços especializados previne e diminui incapacidade posterior.
Essas estatísticas deixam claro que ter alguém treinado em primeiros socorros em cena faz uma diferença real e salva vidas.
Quem são os prestadores de primeiros socorros de hoje?
Alguns são membros de organizações de emergência, no entanto, a maioria deles são apenas indivíduos comuns. O primeiro socorrista geralmente é um vizinho, um amigo, um membro da família ou apenas um espectador ou um membro da comunidade. Seu papel é fundamental para dar às vítimas melhores hipóteses de sobrevivência. Em menos de cinco minutos, os voluntários de primeiros socorros podem tomar medidas muito decisivas.
A cadeia de sobrevivência – conforme definida pela Organização Mundial da Saúde – começa por identificar precocemente a situação, alertar os serviços de emergência e agir adequadamente à situação até à chegada dos técnicos de emergência.

Quero terminar com uma certeza, durante um evento traumático com risco de vida associado, se ninguém agir… o desfecho geralmente é um: a morte da vítima. A agir aumentamos as hipóteses de sobrevivência.
¹ “Primeiros socorros”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/primeiros%20socorros [consultado em 08-01-2020].
Peça ajuda à nossa equipa, temos todo o gosto em ajudar.